Expectativa de investimentos e compra antecipada do petróleo do pré-sal


Segundo especialistas, a importação de petróleo é um dos temas principais da agenda do presidente americano Barack Obama no Brasil.

Soma-se, ao preço do petróleo e a crise das nações produtoras no Oriente Médio e norte da África, a vontade do governo americano reduzir sua dependência de petróleo e diversificar seu portfólio de fornecedores. A Casa Branca já expressou seu interesse em comprar petróleo brasileiro em longo prazo e na antecipação de compra de petróleo do pré-sal.

O Brasil já possui um acordo de pré-venda de petróleo com a China, que em 2008 emprestou US$ 10 bilhões para a Petrobras com a garantia de importar 200 mil barris diários por um período de dez anos.

“Os Estados Unidos são devoradores de petróleo, consomem cerca de um quarto da produção mundial e têm uma necessidade de diversificação das suas fontes de suprimento”, afirmou, em entrevista ao G1, o economista David Zylbersztajn, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP). “O Brasil só tem a ganhar. É como abrir uma fábrica e já ter comprador garantido”, avalia Zylbersztajn".

Obama viaja acompanhado por uma comitiva de empresários e de vários ministros, incluindo o de Energia, Steven Chu. Para os especialistas, após a visita, a exploração do pré-sal pode ganhar novo impulso.

Outra expectativa é que, durante a visita de Barack Obama ao Brasil, o banco americano Eximbank anuncie a concessão de até US$ 1 bilhão em financiamentos para projetos ligados ao pré-sal.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, um acordo de pré-venda de petróleo ajudaria a criar novas linhas de financiamento e poderia até acelerar o cronograma de produção nos novos poços descobertos.

“Um acordo nessa linha pode trazer mais investimentos e financiamentos e pode transformar o pré-sal desde já numa realidade”, afirma.

No entanto, o interesse dos americanos vai além do petróleo. Está na pauta dos encontros outros setores, como energia renovável, biocombustível e energia nuclear. Brasil e EUA são grandes produtores de etanol. Os dois países já têm um memorando de entendimento em biocombustíveis, assinado em 2007. O acordo prevê cooperação em pesquisa e o estímulo ao uso de biocombustíveis em terceiros países.

O presidente da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), Gabriel Rico, ratificou, para a Agência Brasil, o interesse dos americanos no pré-sal e disse que isso pode servir de “moeda de troca” para o Brasil. Para ele, o governo brasileiro pode exigir a redução de barreiras para a exportação de etanol e produtos agrícolas a fim de facilitar a entrada das companhias norte-americanas no país.

“Se temos o interesse de entrada de investimentos para o pré-sal, temos que defender a entrada de produtos agrícolas nos EUA”, disse Rico.

Para o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, a visita precisa ser vista com cautela. “Sabemos que Obama vem interessado no pré-sal, em açúcar e álcool e energia. Mas precisamos estar atentos à nossa postura, que comumente troca commodities por bens de alto valor agregado”, diz.

Fonte: TN Petróleo
por: Cassiano Viana

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