Botijão deve acabar em Belo Horizonte até o fim de 2012‏

Assim como Belo Horizonte, temos diversas capitais no Brasil que utilizam deste sistema de gás encanado. É verdade que este sistema gera confortos, seria muito bom se não fosse pelo fato da importância que representa o gás de cozinha para milhões de brasileiros.

Algumas ponderações devem ser observadas;

.... a questão do consumo
.... a questão da oferta
.... a questão dos custos
.... a questão da segurança

A questão do consumo - basta uma breve pesquisa no Gllogle que encontraremos uma vasta documentação que evidencia o alto poder calórico do GLP quando comparado com o Gás Natural.

Gases ........................................ Poder calorífico médio (Kcal/m3)
Gás Natural ...............................6.105
Gás Liquefeito de Petróleo ........ 24.910

A questão da oferta -seria desnecessário mencionar os problemas de abastecimento do gás natural, dos problemas de importação, de muitos dos postos de combustíveis antes exclusivos com gás natural,voltarem a atuar com gasolina e álcool, se a cozinha do povo brasileiro pode ficar durante dias sem gás até que este sistema volte a sua normalidade, então não há problemas, afinal ficar alguns dias sem comer só dói no estomago.

A questão dos custos – obviamente se para se fazer um mingau de uma criança gasta algumas gramas de GLP (tradicional gás de cozinha), este mesmo mingau gastará muito mais gás natural por ser um combustível de pouco poder calórico quando comparado com o GLP. Outro destaque, é que a população ficará refém de um único fornecedor, hora, o mais inocente dos inocentes daria todas as vantagens para um contrato deste porte, o que se ganha a curto, médio e longo prazo após a migração destes serviços não dá para mensurar. Que o setor do GLP passa por mudanças também não é novidade, mas a diferença é que buscamos a liberdade de comercio, buscamos colocar o preço do botijão de gás de cozinha na sua forma mais competitiva, com menor custo e com as devidas inovações disponíveis em países de primeiro mundo. Hoje a população brasileira tem em suas geladeiras os tradicionais imas com nossas propagandas, são dezenas de fornecedor se colocando a disposição para melhor lhe atender, cada um com seu perfil, há brindes, há preços diferenciados, há ofertas de marcas, agora, afirmar que a população busca no ombro o seu botijão de gas de cozinha é algo que devemos ter as devidas ponderações, a grande maioria absoluta da venda do gas de cozinha é realizada por tele-entrega, o que até nos preocupa, pois temos um serviço de portaria indispensável pelo seu papel de ser ali um ponto de armazenamento, mas que fica ocioso.

A questão da segurança – um acidente envolvendo o gás de cozinha é algo de se apavorar, mas quase todos sabem que dependendo da chama basta colocar o polegar na saída do botijão de gás que a chama se apaga, conforme encontramos simulações de combate ao fogo do próprio Corpo de Bombeiros, http://1gbsonline.blogspot.com/2010_03_01_archive.html , agora, numa tubulação de alta pressão passando o gás natural não ponha o dedo, não da para se imaginar as tragédias que um acidente envolvendo gás natural pode trazer numa área em especial, de concentração de famílias, numa área residencial...

Pressão de trabalho: o gás natural veicular é diferente do gás liquefeito de petróleo (GLP). A pressão de trabalho de um botijão de GLP (gás de cozinha) é em torno de 1,5 MPa (15 bar). Já para o GNV, fica em torno de 20 Mpa (200 bar).

http://www.ibp.org.br/services/DocumentManagement/FileDownload.EZTSvc.asp?DocumentID=%7B86BCD938-A230-45B8-801D-6839A8C1C1B5%7D&ServiceInstUID=%7B008234CC-5DAA-4DB6-8D68-111B3FD798D3%7D

Botijão deve acabar em Belo Horizonte até o fim de 2012, ressaltamos que sem vendas, sem nosso cliente número um - o consumidor - não há do porque a existência do setor revenda, um ato que se deve pesar com devidos cuidados, pois uma ação equivocada pode ser sim um retrocesso, algo que implique em perdas para famílias que realmente utilizam o GLP em seus lares como fonte base para sua alimentação.

A mudança repentina deste projeto de implantação, buscando a região onde há um maior numero de residências por metro quadrado, onde há uma concentração de apartamentos, já um sinal de que devemos ter cuidados, vamos substituir o gás de cozinha só onde teremos maior lucratividade? E as regiões afastadas, pouco povoadas, de difíceis acesso, ai como faremos?

Aos amigos da imprensa, do Poder Público, do Poder Legislativo que nos lêem em cópia, garantir o direito do cidadão não é algo que podemos nos omitir, tratamos de um serviço de utilidade pública, tratamos de um produto que é a base para alimentação do povo brasileiro, avaliar as verdades, os ganhos, o impacto, custos e risco que podem vir a trazer para população é uma responsabilidade de todos nós.

Colocamo-nos a disposição para maiores esclarecimentos.

Alexandre Borjaili
Presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR

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